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Mostrando postagens de abril, 2022

Sem sorte

Hoje não teve sorte. Ela foi ajudar a levar suas cadelinhas para castrar e, ao se aproximar do portão, sofreu uma queda. Por sorte, não bateu o rosto no chão, mas caiu sobre o braço, que agora dói intensamente. Além disso, ficou com ralados no cotovelo e no dedo. No momento, ela chora. Sente que ninguém se preocupa com ela, como se fosse apenas uma máquina que limpa a casa, faz comida e cuida de tudo. É triste sentir-se sem amor, sem alguém que realmente se importe.

Mãe Mulher

É tão bom ser mãe. Durante nove meses, o bebê cutucava a mãe na barriga, e quando finalmente nascia, era impossível não querer estar sempre junto. O neném chorava apenas quando estava molhado ou com fome e, logo depois, dormia a maior parte do tempo. Crescia rápido: engatinhava, dava seus primeiros passos, tornava-se criança e, em seguida, adolescente. Começava a estudar, ficava mais independente. Ah, que saudade dos meus nenês, dos bebês e das crianças. Hoje, a casa está mais vazia. Ela se alegra com a presença da neta, que passa algumas horinhas com a avó, e aproveita cada minuto ao lado dela. Ama ser avó e se lembra com carinho de sua própria infância, cuidada pela avó   que faleceu quando ela ainda era adolescente. Tudo mudou: as avós e as mães não são mais como antigamente. Tudo muda, tudo passa. Ela acredita que, um dia, toda dor que sente deixará de existir. 🙏