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Mais de 15 anos...

Viver em meio à tensão: um relato de família O sofrimento começou dentro de casa. Foram mais de quinze anos vendo os filhos crescerem em meio a constantes brigas e xingamentos da avó. A mãe dela vivia praguejando os próprios filhos e brigando com todos, sempre em busca de um afeto que parecia nunca chegar. Ela, como mãe e cuidadora, tentava equilibrar a situação, protegendo a família das explosões de raiva e insultos. As discussões eram constantes e carregadas de palavrões e pragas. O corpo podia sair de casa, mas a mente permanecia presa à tensão, aos conflitos e ao desgaste emocional . A mãe era extremamente materialista e sempre preocupada com dinheiro. Ia e vinha da cidade diariamente, causando escândalos que vizinhos ouviam e comentavam. Desconfiada de tudo, ela constantemente insultava a filha, chamando-a de preguiçosa por não acompanhá-la em idas repetidas ao centro da cidade. Além disso, mantinha comportamentos prejudiciais: buscava atenção em relacionamentos instáveis, compra...

VICIOS...

Quando o vício retorna: a dor de perder e recomeçar Depois de um acidente grave, ele conseguiu se recuperar fisicamente. Mas, apesar de sobreviver ao trauma, nunca mais foi o mesmo. As mudanças no corpo e na mente marcaram sua vida, e infelizmente, o vício voltou a dominar seu caminho. Ele deixou quatro filhos para trás e a mãe deles, que já havia partido para junto de Deus 😭. A dor de perder uma referência materna, somada à ausência de um pai presente, cria um vazio difícil de descrever. Para quem fica, acompanhar essa trajetória é um desafio diário. Cada recaída é uma mistura de preocupação, tristeza e impotência. É difícil aceitar que o amor e os cuidados muitas vezes não são suficientes para salvar quem se perdeu no vício. Mas mesmo em meio à dor, há lições de resiliência . A vida continua, e é preciso encontrar forças para seguir em frente, cuidar de quem permanece e manter a esperança de que mudanças podem acontecer, mesmo que lentamente. Este relato é um lembrete de que o víc...

A grande decisão

Amor que acolhe: cuidar de quem precisa Após o falecimento do padrasto, a mãe dela ficou sozinha em uma casa que nem era realmente sua, cuidando do irmão, que ainda se recuperava de um grave acidente. Diante dessa situação delicada, ela tomou uma decisão de coragem: acolhê-los em sua própria casa, oferecendo abrigo, segurança e cuidado. Mesmo já tendo responsabilidades com sua própria família, ela não hesitou. A vida não era perfeita — havia cansaço, tarefas diárias e desafios constantes — mas ela manteve o compromisso de cuidar de todos ao seu redor. Passava os dias ajudando as crianças, incluindo seus sobrinhos, e dedicava tempo ao aprendizado delas. Sempre apaixonada por ensinar, encontrava alegria em ensinar as crianças a ler, transformando o conhecimento em um gesto de amor. Cuidar de quem amamos nem sempre é fácil. É um ato de paciência, força e resiliência. Ela enfrentava o cansaço físico, a preocupação com a saúde do irmão e as demandas do dia a dia, mas ainda assim encontrava ...

Mulher

  Mulher guerreira : trabalho, família e desafios que moldam a vida Ela sempre foi uma mulher guerreira, trabalhadora e honesta. Assim que chegou do Sul, encontrou emprego rapidamente e não perdeu tempo: o trabalho era sua prioridade. Muitas vezes, levava a filha junto, pois não havia tempo para reuniões escolares, festinhas ou qualquer outro evento social. A vida dela era de dedicação total à família e ao trabalho, deixando pouco espaço para momentos de lazer. A vida familiar não era fácil. Ela sofreu muito com os três filhos que se afundaram no vício. Estava constantemente dividida entre preocupação e disciplina. Ao mesmo tempo em que se angustiava com a situação deles, precisava cobrar responsabilidades e exigir que arrumassem formas de se sustentar. Esse equilíbrio delicado criava um ambiente de tensão constante, mas mostrava sua força e determinação em manter a família unida. Depois de muitos relacionamentos frustrados, ela se casou com um homem que já era avô de uma criança q...

Amor de mãe

Crescer, lutar e proteger: uma história de coragem Ela nasceu em Curitiba , mas ainda criança, aos 8 anos, foi levada da casa da avó, Dona Helena , que cuidava dela após a separação dos pais quando tinha apenas 3 anos. A avó foi seu porto seguro durante a infância, proporcionando momentos de carinho e estabilidade. A adolescência, no entanto, trouxe grandes mudanças. O irmão mais velho, Rafael , a levou para morar em São Bernardo do Campo , no bairro Vila Marinho , onde passou seus anos de crescimento e descobertas. Aos 15 anos, engravidou de seu primeiro filho, Lucas , e precisou interromper os próprios sonhos para assumir responsabilidades de mãe precoce. Ainda morando em Santo André com a mãe, Maria , e o padrasto, João , enfrentou enormes desafios, equilibrando cuidado familiar e necessidades pessoais. Aos 16 anos, decidiu se mudar para São José dos Campos , levando Lucas e a sensação de desamparo. Encontrou alguém que a ajudou naquele momento, mas também passou por noites e dias d...

REFLEXÃO

Reflexões de uma vida marcada pela dor e pela luta Ela já viu seus filhos crescerem e agora é avó. Prestes a completar 43 anos, sente o peso do tempo e das escolhas que não conseguiu realizar ao longo da vida. Aqueles sonhos que um dia foram tão importantes agora parecem ter se perdido, e a expectativa de vida, de um futuro diferente, parece distante. Vive de remédios, mas a situação se tornou difícil. O custo dos tratamentos aumentou e a sensação de que não consegue mais depender deles a assusta. Por outro lado, as dores diárias continuam presentes, lembrando que a vida ainda exige resistência. Ela lembra que, antes dos remédios, a dor era ainda pior, mas isso não diminui a sensação de estar presa em sua própria vida. Essa reflexão mostra a complexidade de quem vive com dor crônica e limitações. Ela busca opiniões, compreensão e apoio, algo que pode oferecer algum alívio ou perspectiva em meio às dificuldades. A sensação de estar presa não é apenas física, mas também emocional e exist...

Desanimo

Quando o desânimo se instala: a luta diária contra o cansaço e a dor Ela se sente completamente desanimada. Recentemente, chegou ao ponto de desfazer seu grupo e desistir de projetos que antes davam sentido à sua rotina. O desânimo tomou conta de sua vida, transformando cada dia em apenas “viver por viver”. Trabalhar, comprar remédios e cuidar da casa se tornaram tarefas cada vez mais difíceis . A sensação de incapacidade a acompanha constantemente, e a vida parece exigir mais do que ela consegue oferecer. Mesmo querendo ajudar, sente que não consegue mais oferecer suporte à própria casa, e isso gera frustração e tristeza . Esse relato mostra como o desânimo e a exaustão podem consumir alguém que enfrenta desafios diários, principalmente quando a dor física e emocional se tornam constantes. A luta diária não é apenas contra tarefas externas, mas também contra a sensação de impotência e cansaço profundo que acompanha tantas pessoas em situações semelhantes.