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A amizade e o carinho

Sabe aquela pessoa especial, aquela em quem se pode confiar até de olhos fechados? Aquela presença pura que, com um simples olhar, já transmite paz? Era assim que Lívia se mostrava: alguém que, com o passar dos anos, só acrescentava aprendizado . Sensata , inteligente, trabalhadora, sempre ativa. Não importava o dia ou a dificuldade, se alguém estivesse mal, ela largava tudo para socorrer. Havia ainda algo raro em sua essência: quando via tristeza em quem amava, deixava sua própria dor de lado apenas para oferecer um sorriso. Era uma companheira que mais ouvia do que falava, e isso fazia toda a diferença. Quem a tinha por perto era grato, não pelos bens materiais, mas pelo carinho, pelo aconchego e pelas lições de vida que transmitia. Lívia era honesta, justa e, sobretudo, uma bênção de Deus . Ter uma pessoa assim na vida era motivo de felicidade verdadeira, pois sua presença erguia, iluminava e transformava. Ela simplesmente fazia tudo ficar melhor.

O mundo da voltas .

O álcool, a mágoa e as cicatrizes ... três forças capazes de destruir vidas quando se deixam dominar. Quantos acidentes, atropelamentos, homicídios, abusos e até mortes já não nasceram de um gole a mais? Se alguém não sabe beber e se manter em sobriedade, o melhor é não beber. Não basta repetir o conhecido “se beber, não dirija”; o real conselho é: não beba se não consegue controlar, pois assim se evitam dores irreparáveis, tanto sentimentais quanto materiais. Sob a influência do álcool, a pessoa perde o sentido, abre as portas para o mal e comete o que jamais faria em consciência. O resultado? Mágoas, cicatrizes eternas e, muitas vezes, a impossibilidade de perdão — ainda que reconheça os erros e peça desculpas. A vida dá voltas, e aquilo que se causa a alguém, cedo ou tarde, retorna. Ninguém é perfeito. Todos erram. Mas é necessário buscar o perdão : perdoar a si mesmo, e, quando possível, ao próximo. Para isso, é preciso assumir os erros e demonstrar mudança verdadeira. Porém, nem...

Triste andança

Na caminhada da vida, havia quem vivesse mergulhado na solidão. Poucas eram as coisas que traziam um sorriso, enquanto inúmeros eram os motivos para chorar. Assim parecia ser o destino: uma existência marcada pela tristeza e pela falta de prazer. A cada dia, não se sabia se estava vivendo ou apenas sobrevivendo, aguardando o momento em que Deus ouvisse o clamor e decidisse que seria o fim. Não havia sonhos, planos ou expectativas de mudança. Apenas a resignação diante da rotina triste, como alguém parado no tempo, esperando o chamado divino. No íntimo, o coração suplicava: que Deus levasse embora toda dor e concedesse a verdadeira felicidade, não nesta vida, mas na eternidade, ao Seu lado.

Aflições

Ela buscava um sentido para a própria vida , mas não conseguia encontrar. Pensamentos bons sobre sua existência eram raros, quase inexistentes. Todos os dias, travava uma batalha consigo mesma, lutando para não desistir. A fibromialgia causava dores constantes, que ainda podia controlar de certa forma. Mas a falta de visão era algo que não podia diminuir, e a sensação de inutilidade crescia a cada dia. A vida parecia perder o sentido, e os motivos para sorrir eram escassos. Diariamente, sentia uma aflição inexplicável , confinada à cama onde passava a maior parte do tempo, presa entre a dor e a esperança de dias melhores que pareciam distantes.

Triste está

Ela se perguntava como não se sentir triste diante da fibromialgia , que lhe causava dores em todo o corpo todos os dias. A visão, cada vez pior, não tinha cura, e aceitar essa realidade era extremamente difícil. Ainda assim, encontrava motivos para agradecer: pelos filhos, pela comida na mesa, pela casa que tinha, e até pela pouca visão que lhe restava. Mas, por mais gratidão que sentisse, era impossível não se sentir triste. Não podia trabalhar e mal conseguia limpar a própria casa, pois a visão limitada e as dores a impediam de realizar muitas tarefas. No entanto, ela continuava a pedir forças a Deus, rogando para que não desistisse de viver. Sabia que a vida lhe fora dada por Ele, e que apenas Ele tinha o poder de tirá-la.

É bem isso

Nunca se deve desprezar as pessoas que vivem com depressão. A depressão representa o último estágio da dor humana.

Dramatica não

Na consulta com a psicóloga , ela refletiu sobre como o passado guarda tantas informações que o presente mal consegue comportar. Sentia-se esquecida, dolorida, e não apenas no corpo, mas também na alma; havia um vazio que consumia o presente. Tentava se animar, mas pensamentos e dores a levavam ao desânimo total. Já não podia realizar quase nada, e mesmo assim, ainda conseguia levantar-se para fazer algo rápido antes de se deitar novamente. “Que vida é esta, meu Deus? Como pode alguém viver assim?”, perguntava-se. A solidão e a tristeza eram intensas, e ela suplicava por misericórdia . Buscava uma saída, mas não a encontrava. Médicos a confundiam, e mesmo após a consulta com a ortopedista, que confirmou o diagnóstico de fibromialgia , a sensação de impotência persistia. Ela apenas queria ser feliz, sentir alegria novamente e sonhar. Mas os sonhos pareciam distantes, quase desaparecidos.