Dramatica não
Na consulta com a psicóloga, ela refletiu sobre como o passado guarda tantas informações que o presente mal consegue comportar. Sentia-se esquecida, dolorida, e não apenas no corpo, mas também na alma; havia um vazio que consumia o presente.
Tentava se animar, mas pensamentos e dores a levavam ao desânimo total. Já não podia realizar quase nada, e mesmo assim, ainda conseguia levantar-se para fazer algo rápido antes de se deitar novamente. “Que vida é esta, meu Deus? Como pode alguém viver assim?”, perguntava-se.
A solidão e a tristeza eram intensas, e ela suplicava por misericórdia. Buscava uma saída, mas não a encontrava. Médicos a confundiam, e mesmo após a consulta com a ortopedista, que confirmou o diagnóstico de fibromialgia, a sensação de impotência persistia.
Ela apenas queria ser feliz, sentir alegria novamente e sonhar. Mas os sonhos pareciam distantes, quase desaparecidos.
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