Diagnóstico

Um diagnóstico de fibromialgia após meses de dor e incertezas


Em dezembro de 2020, uma paciente foi internada no Hospital São Vicente, em Taubaté. Chegou ao local com fortes dores de cabeça, dores nos pés, nas pernas e em várias outras partes do corpo. O quadro era tão intenso que precisou ser levada para a UTI.


Durante a internação, passou por inúmeros exames, mas nenhum resultado conclusivo foi encontrado. A incerteza aumentava o sofrimento, até que, após várias avaliações, um psiquiatra e um reumatologista levantaram a possibilidade de uma doença pouco conhecida por muitos: a fibromialgia.


A descoberta trouxe alguma clareza, mas também um peso emocional. A fibromialgia é caracterizada por dores difusas em todo o corpo, atingindo músculos, articulações e até mesmo a pele. Além da dor física, pode vir acompanhada de sintomas como fadiga, distúrbios do sono, ansiedade e depressão.


No caso da paciente, o diagnóstico coincidiu com um período de grandes perdas pessoais: a morte da mãe e a recaída do irmão no mundo das drogas. A soma da dor física e da dor emocional tornou o processo ainda mais difícil, trazendo sentimentos de tristeza, desistência e exaustão.


Esse relato mostra como a fibromialgia não atinge apenas o corpo, mas também a mente e o coração. O diagnóstico, apesar de doloroso, foi um passo essencial para que ela pudesse compreender o que estava acontecendo e começar a buscar formas de conviver com a condição.


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