Quem sabe é só hoje.

 


 Só hoje,
ela não quis sorrir.
A mente cheia,
a alma marcada.

Agradeceu ao Pai pelo pouco,
pelo pão,
pela casa.

Mas havia dias assim:
de silêncio,
de olhos pesados pela noite mal dormida.

Só hoje,
as lágrimas caíam sem pedir licença.
E no vazio infinito,
ela escrevia,
ela lia,
buscando uma luz
para seguir vivendo.


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