Marina
A história de Marina
Muitos podem pensar que Marina não tem muito o que fazer, mas ela cuida da casa e da filha com dedicação. Trabalhou muito ao longo da vida: 22 anos em Campos do Jordão, onde foi babá, cuidou de muitas crianças e aprendeu a ter paciência e ensinar com amor.
Cuidou da mãe por mais de 15 anos, enfrentando problemas de saúde complexos, e também apoiou o irmão, que lutava contra a dependência química. Há um ano, sua mãe faleceu, descansando finalmente de tantas doenças. O irmão passou um ano em uma clínica, mas após um mês em casa, voltou ao vício.
Foi nesse período que Marina começou a sentir dores intensas: principalmente na cabeça e nos dedos dos pés, que pareciam ser puxados. Procurou o Hospital Santa Clara e precisou ser internada duas vezes. Chegou até a ser levada à UTI, pois a dor de cabeça era tão intensa que nem a morfina a aliviava.
Foram realizados todos os exames que seu convênio autorizava, e o resultado indicou três encaminhamentos: psicólogo, psiquiatra e reumatologista.
Veio então o diagnóstico: depressão profunda — algo em que ela nunca havia acreditado — e fibromialgia — um termo que ela nunca tinha ouvido antes.
Há um ano Marina vem tomando diversos medicamentos. Sente cansaço constante, dor, desânimo e esquecimento. Por estar em tratamento, não consegue trabalhar, mas também não possui afastamento do INSS, por falta de exames e laudos que comprovem a fibromialgia.
Para esclarecer:
Fibro = fibras do corpo
Mialgia = dor crônica
Apesar dos remédios, a dor não desaparece; apenas é amenizada.
Marina acredita que muitas pessoas gostariam de ouvir histórias semelhantes. Por isso, decidiu criar vídeos editados pedindo que internautas compartilhem suas experiências para ela ler no YouTube. Os nomes e cidades das pessoas não serão divulgados, a menos que elas queiram.
Ela ama ler, escrever e interagir na web, e encontrou nesse espaço uma forma de dar voz às dores e experiências de outras pessoas.
👏👏👏👏guerreira
ResponderExcluir