Porto Alegre

Ela voltou a Sapucaia, terra de memórias que o tempo não apaga. Visitou sua prima Clarice, revendo a casa onde morou aos 18 anos, tirando fotos em frente ao portão que guardava tantas lembranças.

No parque, acompanhada das filhas e de uma priminha, reviveu sua própria infância. Cada balanço, cada risada que passou pela mente como um filme, cada canto do parquinho que já foi seu. Aproveitaram o calor para saborear um sorvete, e ela sentiu a alegria pura de estar no lugar onde nasceu e cresceu até os sete anos.

Reviu uma vizinha querida, que a conheceu ainda menina, vizinha da casa de sua falecida e amada avó, que cuidou dela com tanto amor. O coração se encheu de carinho por aquele pedaço de terra que guarda parte de sua história.

Antes de partir, a prima de Porto Alegre as convidou para visitar sua casa, recebendo-as com afeto e calor humano. Depois, a viagem de volta a São Paulo foi longa, e junto da distância veio a consciência de que nunca mais veria seu pai.

Algumas semanas depois, a notícia: seu pai havia falecido. Descansou em paz, e a dor aos poucos começou a ceder. Com o tempo, também perdeu uma tia e dois tios, restando apenas uma tia e muitos primos e primas.

Ela sonha em, um dia, viajar pelo Sul novamente, rever os primos, os filhos deles, sentir de novo aquela ligação com a terra natal. Hoje, não tem forças nem condições para longas viagens, mas mantém viva a esperança: se Deus permitir, um dia voltará ao seu amado Sul, pisará naquela terra que tanto ama e onde seu coração sempre se sente em casa. ♥️

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