Até...pai
Há exatamente oito anos, ela voltou ao Sul para se despedir do pai. Ele lutava contra um câncer no pulmão, que depois avançou para o sangue, e o tempo parecia cruel demais.
Os dias na casa da tia, que cuidava dele, foram pesados. Durante a noite, ouvia-o gemer, reclamar, dizer palavras duras que feriam os corações ao redor. O ar parecia pesado, a casa carregada. Suas filhas, pequenas, não se sentiram confortáveis ali; e ela chorava noite e dia, sentindo o peso da dor, da impotência, do amor que não podia aliviar o sofrimento.
Quando chegou o momento da despedida, aproximou-se dele com delicadeza. Beijou seu rosto, acariciou os cabelos brancos e deixou as lágrimas correrem. Ele também chorou. Um instante de conexão profunda, de amor silencioso, de lembrança que ficaria para sempre. ♥️
Hoje, mesmo anos depois, a saudade permanece viva, doce e dolorosa ao mesmo tempo. Cada lembrança é um abraço do passado, um momento eterno de amor entre pai e filha.
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