Independente .
Desde pequena, ela sempre foi independente. Cuidava da casa, lavava roupas, fazia comida, enquanto a mãe trabalhava e saía nos finais de semana. Aos 11 anos, sofreu um acidente grave: foi atropelada, quebrou o fêmur e quase perdeu um dedo.
O lugar que mais amou morar foi a Cohab 2, na rua Álvaro de Távora. Lá era livre: ia à escola sozinha, brincava com as vizinhas, participava de pagodes e desfiles de carnaval, cercada de amigos e de carinho da família Rodrigues, que a acolhia como filha.
Mesmo com a alegria fora de casa, dentro dela havia brigas, confusão e violência. Disparos à noite, irmãos envolvidos com problemas sérios — um ambiente pesado para uma pré-adolescente. Ainda assim, ela encontrou felicidade, brincou, namorou e tentou sempre fazer o certo.
Aos 14 anos, a família vendeu a casa, mudaram-se para a casa do padrasto, e a vida voltou a ser difícil. Entre idas e vindas, vizinhas que a ajudavam e dias de exaustão na escola, algo inesperado aconteceu: uma gravidez. Menor de idade, sua história chegou até a mãe, mudando para sempre sua vida.
Mesmo diante de tudo, ela aprendeu que crescer é sobreviver, encontrar força e valorizar os momentos de carinho e liberdade. Cada lembrança da Cohab, cada riso e cada dificuldade, moldou a mulher que ela se tornou. 🌿
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