No desespero

Ela veio morar em Taubaté, SP com seu irmão e sua cunhada aos 13 anos, começando a estudar no João Feliciano. Gostava de viver com o irmão, mas ele precisou voltar para São Paulo, e ela retornou com a mãe. Foi então que sua vida mudou radicalmente.


Aos 15 anos, morou na casa do padrasto, indo de um lugar para outro até o nascimento de seu filho. Quando ele nasceu, ela voltou para Taubaté aos 16 anos, sem emprego e sem saber o que fazer. Foi morar com outro irmão que usava drogas e a mantinha presa dentro de casa, sem nem poder abrir as janelas.


Certo dia, esse irmão a agrediu e jogou o bebê no andador, mas, graças a Deus, a criança não se machucou. Ela contou tudo à mãe, que pediu para levar o filho para São Paulo por uma semana, deixando-a sozinha e ainda mais triste.


O irmão voltou a agredi-la. Em desespero, ela foi ao mercadinho e comprou um velho Barreiro e um pacote de veneno de rato. Começou a beber a bebida e, em seguida, engoliu o veneno restante. Mostrou à cunhada o que estava fazendo, pediu para não ser interrompida e entrou no quarto.


Quando acordou, estava no hospital, com um tubo no nariz para sugar o veneno. Um amigo da família a havia encontrado, visivelmente em perigo, e correu ao mesmo mercadinho para pedir ajuda ao dono, que prontamente socorreu. Ela reconhece que essas pessoas foram verdadeiros anjos enviados por Deus, salvando sua vida naquele momento crítico.


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