Saudade
Ele deixou lembranças de muitos risos.
Aparecia de ano em ano, e até tentava ficar mais tempo, mas nunca conseguia parar em um só lugar. Vivia viajando pelas BRs da vida — e foi justamente em uma delas, em São José dos Campos, que acabou perdendo a vida, atropelado por uma moto.
Teve a chance de ver os filhos crescerem e, graças a Deus, sempre manteve respeito por todos. Chamava ela de “dona Maria”, sua mãe de “vovó” e a filha de “Ana Karolina Jatobá” — sempre com aquele jeito engraçado de ser. O filho, ele apelidava de “dotorzinho, patraozinho”. Era uma verdadeira comédia.
Houve momentos divertidos, como quando apareceu bêbado e, para melhorar, deram nele um banho de piscina. Essas histórias ficaram, e com elas, a saudade. É estranho o tempo passar e ele não aparecer mais por ali.
Mas a vida segue — agora ele está do outro lado, livre da dor, dos vícios, da tristeza. Hoje pode andar, andar e andar sem se cansar, sem encontrar coisas ruins pela estrada. Apenas campos limpos e a beleza da natureza a sua volta.
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